domingo, junho 25, 2006
sábado, junho 24, 2006
Quando nasce.. é para todos

Há dias em que se pensa que n?o faz sentido a vida que levamos. Mas se formos bem a ver, os dias s?o todos diferentes por muito que os problemas sejam os mesmos!
E n?o nos podemos esquecer que o sol quando nasce é para todos, e que pode ser que amanh? traga um novo sentido a esta vida que levamos!!!!
A respeito da gripe das aves...

Sempre vivi rodeada destes animais. Ok, nem eu própria os suporto.. mas de qualquer forma, como "amante" da natureza.. n?o posso deixar de considerar que a quest?o da gripe das aves é uma parvoíce. Espalham o pânico e n?o se lembram sequer que ao deitarem restos de comida para o ch?o nas auto-estradas, atraem espécies que s?o atropeladas quando tentam alimentar-se. Isto sim deveria ser um problema a alertar.. e acima de tudo, consciencializar!
A primeira rosa...

Nem vale a pena comentar.. basta olhar para ela.. linda.. perfeita! Esta foi e é especial! Esta é minha.
Esta acordou de manh? e "ajeitou-se" para a fotografia como se me estivesse a mostrar o seu sorriso... E ficou simplesmente magnífica.. nem importou que n?o fosse a tal rosa azul que tanto gosto.
Quando é que percebemos que a união faz a força?
E eu, na minha ignorância penso. E penso, e penso. E pergunto a mim mesma e ao “meu mundo” quando Ă© que o povo se une para ajudar quem precisa? Quando Ă© que o povo se une para se manifestar contra a falta de emprego, contra o que está mal no paĂs ou simplesmente para aplaudir tudo de bom no nosso paĂs que nĂŁo se resuma ao futebol?
E como seria mais sereno, cada um ver o seu clube jogar, nĂŁo haver ofensas verbais a outro qualquer que nĂŁo pertencesse ao mesmo clube e sermos mais unidos para tudo o que acreditamos!
Mas claro, para muitos, a união só faz a força na hora de votar, na hora de gritar “golooooo” ou até mesmo de o exigir, ou criticar! Mas nunca vi faixas brancas em função da paz penduradas nas janelas! Mas nunca vi faixas pretas em todas as janelas em protesto contra o desemprego, a violência, a injustiça, o atraso da própria justiça, etc. E vivemos cada vez mais em função de um governo que não é o governo de todos os portugueses, e cada vez vivemos mais em função de uma selecção que não é a de todos os portugueses, e cada vez vivemos mais em função do que nem sequer acreditamos. Isto para mim não é viver, é limitar-se a existir….
Força Portugal, não só para o mundial mas para tudo..
Ai! Como sĂŁo lindos estes momentos!
Mas sabem que no final, compensa tudo?
Hoje estava quase quase a dormir sobre a secretária quando de repente me tocam à campainha! Ufa, que moleza, mas lá fui abrir! E qual não foi o meu espanto quando do outro lado me abriram os braços e me disseram “Vim só dar-te um abraço, para me despedir”.
E digam lá meus amigos que isto não é lindo? Trabalhar, trabalhar, trabalhar durante nove meses, dar o nosso melhor, não ter fins-de-semana, não ter sequer tempo para respirar, ar cansado, aturar birras, esquecer as minhas birras porque eles não têm culpa nenhuma, e depois levar com uma destas em jeito de despedida.
Claro que fiquei babada, claro que me vieram as lágrimas aos olhos quando vi a porta fechar-se, mas senti também uma enorme alegria. Aquela pequenina que me veio parar às mãos em Setembro estava a crescer, a ficar linda, a tornar-se uma adolescente. E em Setembro, mesmo com todas as oportunidades do mundo que me possam aparecer, lá vou eu estar de braços abertos para ouvir tudo o que tem para me contar.
Porque isto meus amigos, isto é lindo! E que se lixe os ordenados maravilhas, e as horas extras que não são pagas, e o trabalho de casa (meu) que também não faz parte do salário! Porque um abraço e um beijinho.. valem mais que mil palavras!
segunda-feira, junho 19, 2006
É um lutar contra uma chama que teima em não se extinguir...

Hoje foi mais um daqueles dias para esquecer!
InsĂłnias, dormir mal, insĂłnias, dormir mal, insĂłnias.. Despertador a tocar, dar o sono, deixar dormir, despertador a tocar, adormecer...
Meia hora de ronha e pronto, lá começou o dia para esquecer! Sim porque hoje foi um daqueles dias para esquecer.
Vestir Ă pressa, tudo Ă pressa, fugir de casa Ă pressa, tudo para chegar ao trabalho a tempo.
Dia cansativo! Ufa.. manhĂŁ agitada! Quatro telefonemas e o carteiro a tocar Ă campaĂnha! NinguĂ©m aguenta tanta exploração. SĂł por isso já devia ter direito ao aumento.
E tive.. Mas não aqueles aumentos que todos queremos, de ordenados e assim, digamos que foi mais um aumento de crianças de birra, crianças de birra, birras de crianças, crianças em férias, crianças com ar de quem está de férias, enfim crianças, e mais crianças. Digamos que foi mesmo um aumento.
Mas como não vou desistir do que gosto e do que quero, saà de lá com um sorriso nos lábios. Hoje cometi injustiças, hoje dei erros, hoje agi menos bem em determinadas alturas, mas hoje cumpri o meu trabalho.. E como são lindos estes aumentos. E como me sinto realmente bem a fazer o que gosto.
Enfim.. talvez seja um remar contra a maré, depois de tudo o que se diz e se escreve acerca da educação e do ensino em Portugal. Mas como diria o poeta, "Poeta castrado não", por isso meus amigos, por muito que seja lutrar contra "nada" podem chamar-me louca, injusta, parva até, mas "Prof acomodada não". E não.. não vou desistir.. e há-de chegar o meu dia.
E até lá.. continuarei a dar o meu melhor, e a apregoar a disciplina. Simplesmento porque não vou desistir...
domingo, junho 18, 2006
E como Ă© lindo sonhar..

Lembras este momento?
E como foi lindo! Nada de pés na areia, nada de ouvir sequer o rádio que teimava em tocar..foi como se o céu nos vidrasse..Mas foi bom poder registá-lo. Não para que ele se risse de nós, mas para que ele fizesse parte de nós, nem que seja quando olhamos para a foto!
A foto diz tudo. O momento também.. e olhem para o que ele transmite.. e reflitam! Bons sonhos porque é lindo sonhar e ao sonhar sentimo-nos vivos.. tal como este ceú que vê o sol nascer e por-se todos os dias.. Por mais deprimentes que sejam os dias, todos os dias o céu espera por ele! Tal como eu espero por ti, por mim, por nós!
Perguntaram-me um dia...

Perguntaram-me um dia se era feliz!
Como qualquer mortal que não tem tudo a seus pés, respondi que não! Não seria realmente feliz, ou não sabia que a felicidade se encontra em pequenas coisas, actos ou acções? Que uma simples rosa me faz feliz? Que um simples sorriso me faz feliz? Que um simples pousar os pés na relva e ficar horas a olhar para nada, e pensar em nada, e pensar em tudo me faz feliz?
E o amor? O amor faz-me feliz? Não e sim. É contraditório mas é a verdade. Faz-me feliz quando sinto o amor no meu pensamento, em tudo o que toco, em tudo o que ouço, em tudo o que me faz sorrir. Não me faz feliz quando eu “penso” que não sou feliz no amor. Será que o amor se resume a isso? A um simples “pensar” ser ou não ser?
No entanto quando penso no amor, seja qual for o amor, sei que não estou sozinha mesmo quando estou sozinha, sei que não tenho o meu espaço, o meu momento de não ter nada em que pensar. Claro que por vezes, a vida é uma loucura. E quem já não me disse “tu és louca”!!??? Pois sou. É assim que gosto de ser, é a minha maneira de estar.
Para mim a felicidade é ter os pés na areia, os ouvidos no mar, os olhos no horizonte e o pensamento onde eu quero que ele esteja.
Sozinha ou com o que me acompanhar, nesse momento sinto-me a mulher mais feliz da vida. Tal como quando vejo o teu sorriso. Um sorriso que me faz existir, um sorriso que me faz viver… apenas o teu sorriso.
Posso nĂŁo pensar em nada mas uma coisa eu penso! Penso porque existo! Existo porque penso! Existo porque sou feliz! Sou feliz quando nĂŁo sei como te desejar mas tenho a certeza que nĂŁo te quero longe do meu ser.
Longe do meu “eu”!
O meu “eu” que tem um mundo só meu, isolado, onde só entra quem eu deixo ou quem eu quero deixar entrar da mesma maneira que sai quando eu quero que saia!
Disseram-me um dia que nasci para viver sozinha! Se esse for o meu destino entĂŁo serei feliz! Serei feliz enquanto houver o mar e sĂtios onde sentir os pĂ©s na areia, na relva, ou onde me fizerem sorrir. Serei feliz enquanto houver a natureza. Um qualquer pato que me faça sorrir! Um qualquer animal que me consiga captar a atenção o tempo que ele quiser, o tempo que ele deixar. Serei feliz enquanto sentir o vento a bater-me no rosto, serei feliz enquanto ouvir a chuva! Serei feliz enquanto estiver viva.
A tua presença faz-me sentir viva, forte como um furacĂŁo, forte como o vento. Um dia pensei que me ias abandonar. Toda eu sou uma força que precisa da tua força. Preciso do teu “mau humor”, preciso ouvir de ti que tenho um feitiozinho terrĂvel. Tenho o maior orgulho quando te respondo que tenho a quem sair! Que o teu feitiozinho Ă© igualzinho ao meu, e ao que quero que tenham os meus filhos. Os nossos orgulhos.
Sei que mesmo quando partires nunca partirás! És como os poetas! Os poetas não morrem enquanto não os deixarmos morrer. E eu tenho a certeza que nunca te vou deixar morrer. Estarás sempre comigo. E nesses momentos vou arrepender-me de não me ter refugiado nos teus braços sempre que deixei de me sentir forte, sempre que deixei de me sentir eu, sempre que deixei de me sentir viva.
Mas a culpa nĂŁo Ă© minha. A culpa nĂŁo Ă© tua.
A culpa é nossa! Nossa porque ao seres o meu espelho e eu o teu, sabemos que era desastroso fazermos isso, e que não precisamos de o fazer para dizer “amo-te” mesmo sem falarmos.
E o que vai custar quando eu partir sem que tu partas? Largar as coisas de menina e crescer? E não poder sentir o teu rosto no meu antes de dormir, não antes sem refilar que não vives sem mim e és um chato e deixei de fazer qualquer coisa importante para te dar o tal beijo.
E como sabes como atingir? E como sabes o que custa um simples dormir sem esse beijo? Nem precisas de palavras, porque tu sabes como atingir.
És um ser de coragem, um ser que me fez crescer mesmo que eu lutasse contra o meu crescimento, um ser que me amou incondicionalmente mesmo quando eu me odiei.
Um ser a quem eu fiz acreditar que és especial. És especial para mim. És o meu tudo. E mesmo quando existe outro alguém que seja o meu tudo, não é o meu tudo como tu. Tu serás sempre o primeiro dos meus tudo.
Um dia perguntaram-me num teste qual era o meu maior sonho (sĂ©timo ano, teste de portuguĂŞs). Depois de minutos a pensar no que deveria inventar para que a professora gostasse do que lesse resolvi escrever a verdade. O meu maior sonho era que tu nĂŁo partisses, que tu te livrasses do que tinhas. Que tu continuasses meu. NĂŁo me lembro que palavras usei mas sei que no final, para me desculpar do meu maior sonho ser um sonho triste, referi que sabia que era um sonho triste, mas era o meu maior sonho. Como resposta, o comentário foi que por mais tristes que fossem os sonhos nunca devĂamos desistir deles. E foi o que fiz. Nunca desisti de ti, de nĂłs. Por mais que me custasse nĂŁo desistir. Lembro-me que na correcção desse teste a professora pediu a alguns dos meus colegas para lerem a sua composição. A minha ficou por ler, eu percebi porquĂŞ. NĂŁo que nĂŁo fosse algo que merecesse ser um sonho, mas por ser algo que era um sonho demasiado simples comparado com “carros”, “casas” e cenas banais. Era algo meu, que sĂł eu e ela sabĂamos. E senti o calor da mĂŁo dela quando por trás me tocou no ombro e me disse em tom carinhoso “Foi a coisa mais linda que li”. E realmente deve ter sido a coisa mais linda que escrevi.
Não sei bem como mas um dia dei com essa composição nas coisas da minha mãe. Nunca guardou nada meu, nunca se preocupou com os meus testes, nunca mexeu nas minhas coisas. Mas guardou a composição. Também ela deve ter feito dela as minhas palavras.
Isto tudo para te dizer que te amo. E que te vou amar sempre.
E sim.. sou feliz..
Ah! Como eu queria ser assim tĂŁo simples...
Alberto Caeiro.
Ah! Como eu gostava de poder dizer o mesmo...
Amo-te
Amo-te
“ Eu tinha lágrimas nos olhos,
Quando disse que te amava,
Mas tu nĂŁo quizes-te acreditar em mim.
Eu fugi, andava pelas estradas, sem olhar;
Sem ouvir e sem sentir; já não era eu.
Queria simplesmente sair desta vida,
Que já não fazia sentido sem ti.
Hoje, vais-me visitar e trocas todas as
flores mortas por uma Ăşnica rosa fresca,
onde jazo eternamente;
e tens lágrimas nos olhos quando dizes que me amas!”
Este poema foi escrito no caderno de alguém em 2000!já Não o tem, já não o guarda, a não ser que exista para além de existir no pensamento de todos aqueles que o recordam como eu o recordo. Tu sabes quem és. Onde quer que estejas sabes quem és! Eu sei quem és! E sei também que, tal como estás sempre comigo, este poema também tinha de estar aqui.. faz parte daquilo que recordo de ti! E como te recordo.. hoje.. e amanhã.. porque te adoro.. onde quer que estejas.. e estarás sempre comigo.. enquanto eu for eu..!
A ti devo o primeiro ramo de flores que recebi.. infelizmente não sou capaz de ir trocar as flores mortas por uma única rosa fresca.. mas garanto-te que tenho lágrimas nos olhos...
Há sempre uma primeira vez

Hoje começa uma nova etapa. Hoje começo a usar esta página para escrever todos os capĂtulos da minha vidinha insignificante. Hoje. Hoje, porque amanhĂŁ já era tarde... Espero que todos se divirtam com o que lĂŞm.. mas acima de tudo, que fiquem a pensar no que escrevo. Que vos seja Ăştil. Vamos lá entĂŁo, que tinha mesmo de ser hoje.


